FENAJ

FENAJ: 79 anos de compromisso com a liberdade, a ética e a valorização do jornalismo

Desde sua fundação, em 20 de setembro de 1946, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) tem sido protagonista na defesa do jornalismo como pilar essencial da democracia. Com mais de 40 mil jornalistas filiados, organizados em 31 sindicatos, a entidade mantém sua atuação firme na valorização profissional, na luta por condições dignas de trabalho e no enfrentamento à censura, à desinformação e às ameaças aos direitos fundamentais.

Durante a ditadura militar, enquanto setores empresariais capitulavam ao regime, a FENAJ e seus sindicatos atuavam na proteção de jornalistas perseguidos. A regulamentação profissional de 1969, embora atribuída aos militares, foi uma conquista da categoria, fruto de mobilizações sindicais e congressos nacionais.

Na redemocratização, a FENAJ liderou a Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação e contribuiu decisivamente para incluir salvaguardas democráticas na Constituição de 1988. A partir dessa experiência, surgiu o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), coordenado pela entidade, como espaço estratégico para avançar em políticas públicas na área.

A Federação também foi peça-chave na criação e implementação do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, onde travou debates fundamentais, como a regulamentação da regionalização da produção jornalística, os impactos da digitalização da mídia e a defesa da soberania frente ao capital estrangeiro nas comunicações.

Com autonomia partidária e institucional, a FENAJ sempre dialogou com diferentes governos, apresentando propostas para fortalecer a comunicação pública, regulamentar o setor e garantir direitos. Foi assim na elaboração da Lei do Cabo (1994), na luta pela legalização das rádios comunitárias (2003), e nas propostas encaminhadas aos presidentes eleitos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

Na defesa da categoria, a entidade liderou campanhas salariais, pautou a atualização das diretrizes curriculares do curso de jornalismo e articulou o anteprojeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, mobilizando milhares de profissionais por mais de duas décadas.

A trajetória da FENAJ é marcada por uma atuação ética, combativa e propositiva. Em cada capítulo da história recente do Brasil, a Federação reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão, a democratização da comunicação e a dignidade da profissão jornalística.

Se essa história ainda não apareceu nas manchetes dos grandes jornais, é porque, no Brasil, democracia e comunicação, quando estão juntas, raramente viram notícia.

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Yuri Almeida (BA)

Jornalista e professor. Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Jornalismo Contemporâneo (Unijorge) e Marketing (USP) e Psicologia Social e Antropologia (FAMEESP). Professor de pós-graduação na UCSal e Escola Baiana de Comunicação e de graduação nos cursos de Jornalismo e Marketing da Faculdade 2 de Julho). Fundador do LabCaos, hub especializado em marketing político, ciência de dados, inteligência e monitoramento de mídias sociais, centro de estudo, pesquisa e análise de dados, que presta serviços para empresas, instituições e políticos em todo o Brasil.

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